• A Canção da Espera de Giancarlo Rufatto
  • Jozieli Wolff | junho 16, 2010

  • “Todo mundo tem, todo mundo tem, uma nuvem negra, um temporal chegando, só pra sí”.

    Os amigos de Giancarlo Rufatto receberam, na semana passada, um e-mail com a música “Canção da espera”, novo single do músico paranaense, lançado às vésperas do sugestivo 12 de junho. O single vem, ainda, com o brinde tristonho “O fim das horas” (música da frase ali encima, que abre este texto insosso). As músicas farão parte do Ciao EP que, segundo Gian, “sai um dia desses”. Ah, os quadrinhos (geniais) da capa do single são desenhados pelo jornalista-quadrinista Álvaro Borba.

    Mas chega de blábláblá e vamos ao que interessa: você que não recebeu o tal e-mail pode encontrar as músicas neste link.  Ou, também, pode ouvi-las na rádio Alternativa FM, no programa Lado B, do nosso amigo Leonardo Handa, no próximo domingo, dia 20, a partir das 19 horas.

    p.s: As frases das duas músicas não são para serem levadas (tão) a sério, por isso, nada de terminar o namoro depois de ouvi-las, ok?

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  • Entrevista com Renato Ladeira
  • Gabriela | junho 12, 2010

  • Texto  publicado na 3ª edição da Sindromina. Renato é um dos maiores nomes do rock progressivo brasileiro.

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    Nas décadas de 60, 70 e 80, você participou de bandas como A Bolha, Herva Doce e Bixo da Seda. Certamente viajou bastante fazendo shows. Como avalia a experiência de conhecer novos mundos e culturas diferentes?
    Tive a benção de começar a tocar aos 13 anos de idade na banda The Bubbles junto com meu irmão. Tocamos em vários programas de televisão ao vivo e shows dentro e fora do estado (anos 60). Com A Bolha toquei em todos os clubes do Rio de Janeiro. Ganhamos prêmio de melhor banda no Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho em 1971. Gravamos alguns discos e já vivia da música desde então (anos 70). Com o Bixo da Seda gravamos no Rio de Janeiro o LP e fizemos shows também no RJ e no Rio Grande do Sul em vários lugares, foi uma experiência diferente (anos 70). O Herva Doce apareceu junto com as rádios FM no Brasil. Tocamos no Brasil inteiro, graças ao estouro do rock-pop nacional (anos 80). Mas o que posso dizer é que conheci muitos aeroportos, hotéis, restaurantes e clubes das cidades que fomos, era impossível sair para conhecer os lugares e suas culturas, apenas as pessoas dos lugares.

    Fazer parte da cena musical num momento em que o rock descobria outros rumos e o país passava por situações conturbadas não é pra qualquer um. Quais são as suas lembranças daqueles tempos?

    Foi uma época especial. Eu comecei com o rock nacional. Vivi seu nascimento, seu crescimento, seu amadurecimento. Foram várias épocas distintas. No início, muita ralação, falta de equipamentos, de infra-estrutura, de produção, de divulgação, mas a gente fazia, e fazia direito. Depois, tudo começou a aparecer, a divulgação, a produção, a infra-estrutura e os equipamentos. Nos anos 80 era tudo muito mais fácil, e por isso surgiram muitas bandas que ainda existem até hoje.

    Em 2005, A Bolha regravou algumas músicas para o filme “1972”; e em 2007 lançou o CD “É só curtir”. Depois de tantos anos de estrada e uma pausa prolongada na carreira da banda, o que dizer sobre essa união?
    Posso te dizer que foi mágico. Quando nos reunimos para gravar para o filme, fomos para o estúdio de ensaio para ver se todos lembravam das músicas. E depois da primeira musica tocada, estávamos todos com os olhos mareados e com um sorriso de orelha à orelha. Adoro tocar com esses caras.

    Tanto em sua vida pessoal quanto profissional, seja recentemente ou há muitos verões, você já pegou carona? Talvez tenha alguma história relacionada a caronas durante a sua juventude, poderia relembrá-la?
    Foram poucas as caronas que pequei, se peguei. Porque desde os 18 anos tive o meu carrinho (Fusquinha), e era eu a dar carona para todo mundo.

    O tema “mochilão, caronas e lugares inusitados” exerce ou já exerceu alguma influência em seu trabalho? Se sim, de que maneira essa influência se dá?
    A idéia de aventura é uma das mais utilizadas nas criações, porque são ricas em novas emoções e nos dão experiência de vida e amadurecimento. Com certeza influi muito na cabeça de quem cria, seja texto, música ou empreendimento. Viajar enriquece a alma.

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  • Charge: World Cup
  • Rodrigo | junho 9, 2010

  • Está quase na hora da abertura do mais importante torneio de futebol, a Copa do Mundo.

    Este ano, o país que vai sediar a Copa é a África do Sul, o mesmo que no século passado estipulou um regime de segregação racial que separava negros e brancos, e que por isso  foi proibido de participar dos jogos.

    Prato cheio pra quem gosta de futebol e política, tanto que Nelson Mandela deve estar com um sorriso de orelha a orelha.

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  • Equipe Sindromina na Fadep
  • Nelson Jr | junho 5, 2010

  • Na segunda feira, 31 de maio, a equipe da zine Sindromina esteve na Fadep, onde conversou com os acadêmicos do quinto período do curso de Jornalismo sobre fanzine e mídia alternativa.

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  • O fantástico acervo de Aramis Millarch: quando o jornalismo conta uma história
  • Jozieli Wolff | maio 29, 2010

  • O projeto Tabloide Digital, idealizado pela Petrobras, resgatará 35 anos da trajetória jornalística de Aramis Millarch: crítico de música e cinema, considerado um dos mais conceituados jornalistas brasileiros. Além de digitalizar os artigos publicados pelo jornalista no período de 1957 a 1992, o projeto recuperou, também, entrevistas em áudio e disponibilizou o material para acesso livre no site: http://millarch.org.

    De acordo com o site, o projeto pretende digitalizar mais de cinquenta mil artigos, além de fatos biográficos do jornalista que acompanhou o processo ditatorial e contracultural do Brasil – e registrou esses momentos históricos em seu trabalho, que agora pode ser acessado por mim, por você.

    Atenção para o acervo sonoro do site, que traz entrevistas com representantes da cena artística paranaense e nacional (e até internacional, minha gente), como Belchior, Baden Powell, Carlos Lyra, Cartola, Chico Anísio, Elis Regina, Elizeth Cardoso, Maysa, Mercedes Sosa , Miucha, Nara Leão, Ney Matogrosso, Oswaldo Montenegro, Paulo Leminski e, ainda, a dupla Sá e Guarabyra.

    Dica: No sofá da sala ao lado imagine Paulo Leminski – que gargalha, canta, toca violão, fala alto e abertamente sobre sua carreira. Na entrevista com o poeta paranaense disponibilizada no site (http://millarch.org/audio/paulo-leminski), Leminski conversa sobre música, poesia (claro) e até sobre a influência do jornalismo literário na sua obra. Além disso, o paranaense dos haicais revela fatos do período em que passou no seminário quando adolescente, e o que essa fase influenciou na formação da sua identidade pessoal e artística. “Eu quero ser o melhor poeta da minha geração!”, esbraveja Leminski em certo ponto da entrevista informal; que parece uma prosa entre amigos, sobre questões artísticas da literatura e da música brasileira. É realmente imperdível!!!!

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